iG
iBestBrTurbo
 

28/10 - 13:39 Pacote de benefícios não foi alterado com a crise, dizem pesquisas Na base da pirâmide, plano de saúde é o benefício mais valorizado Maria Carolina Nomura

De um modo geral, as empresas não cortaram os benefícios oferecidos a seus funcionários por conta da crise internacional. É o que aponta pesquisas feitas pelas consultorias de recursos humanos, Mercer e Watson Wyatt.

Pedro Alexandre Pinheiro, diretor da Mercer, diz que as empresas estão otimistas em relação a 2010 e há perspectiva de que aumentem de 2% a 3% o salário de seus colaboradores por mérito.

“Há uma tendência de conceder reajuste acima da inflação levando em conta o desempenho. O percentual de concessão de benefícios também não sofreu alteração na comparação entre 2008 e 2009. Isso significa que não houve perda”, diz.

Bônus - De acordo com o levantamento da Mercer, divulgado esta semana, apenas 5% das 311 empresas pesquisadas não pagaram bônus. 40% das firmas pagaram de 75% a 100% do incentivo.

“Na média, não houve impacto da crise no desempenho de 2008, por isso, os bônus foram pagos em 2009. Mas, acho que em 2010, poderá haver alguma retração por conta do desempenho de 2009”, aponta Pinheiro.

Sem perdas - Segundo a Watson Wyatt, todas as empresas mantiveram a política de benefícios para seus profissionais neste ano. A consultoria ouviu 234 companhias que representam 300 mil funcionários de todos os níveis hierárquicos.

De acordo com os dados, coletados em maio deste ano, em poucos casos houve redução do padrão de benefícios, ainda assim em caráter temporário.

A AstraZeneca, do setor farmacêutico, por exemplo, foi uma das empresas que não reduziu nenhum de seus benefícios, de acordo com o diretor de RH da empresa, Miguel Monzu.

“Passamos bem este ano e não tivemos que tomar nenhuma atitude em relação aos benefícios. E ainda que tivéssemos ido mal, cortar os benefícios seria a última medida”, diz.

Motivação - Para Monzu, a motivação dos funcionários está, justamente, nos benefícios. “Temos alguns diferenciais como oferecer plano de saúde sem custo para o funcionário, e previdência privada. Todos recebem bônus, em parte por sua performance individual.”

O gerente de Estrutura Organizacional da Serasa Experian, Eluard Puccini de Moraes, diz que na empresa tampouco houve cortes ou redução nas coberturas de benefícios.

“Ao contrário, estamos implantando algumas melhorias: além de um recente reajuste no valor do vale-refeição, estamos trabalhando na integração dos benefícios das antigas empresas do Grupo Experian no Brasil, com os da Serasa Experian, sempre privilegiando aqueles com melhor cobertura”, afirma.

Valor - Segundo a Mercer, os benefícios são muito valorizados pelos profissionais em todos os níveis da pirâmide. Para um presidente, por exemplo, o salário-base representa 44% de seu ganho. 29% referem-se a benefícios de curto prazo, como bônus.

Para supervisores e coordenadores, o salário representa 62% e benefícios em geral, como plano de saúde e vale-alimentação, 27%. Para profissionais na base da pirâmide, salário representa 54% e benefícios 36%.

Freio - Nos Estados Unidos, uma pesquisa feita pela Watson Wyatt, aponta, contudo, que apesar da recuperação econômica, a maioria das companhias norte-americanas não planeja pagar as perdas salariais ou congelamentos ocorridos durante a crise.

O estudo afirma que 63% das companhias não mudarão suas políticas e não revisarão as mudanças salariais ocorridas com a crise nos próximos seis meses.

Leia também:

- Benefícios flexíveis ajudam a reter talentos, dizem especialistas

- Tempo de recolocação deverá diminuir em 2010, aponta especialista

- Remuneração dos CEOs diminui em 2009

Receba as atualizações do iG Empregos

Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG
Topo
Contador de notícias