iG
iBestBrTurbo
 

29/05 - 17:13 Crédito consignado não sofre com a crise, diz professor Por ter o recebimento praticamente garantido, bancos mantêm oferta Andreza Emília Marino

O empréstimo consignado – aquele em que a parcela é descontada do salário e as taxas de juros são mais baixas – parece não ter sofrido restrições como reflexo da crise mundial, quando os bancos diminuíram a oferta de financiamentos.

Essa é a opinião de Alcides Leite, professor de Economia da Trevisan Escola de Negócios e autor do livro “Brasil, a trajetória de um país forte” (Trevisan Editora Universitária). “Não houve impacto, já que é uma modalidade de crédito bastante segura, dada a quase certeza do recebimento, por ser vinculada ao salário do trabalhador”, acredita.

Trata-se de uma das formas de crédito mais vantajosas que existem. A regra é simples: quanto mais seguro para o banco receber o dinheiro cedido, mais barato ele é, ou seja, menores são as taxas de juros cobradas e/ou mais longo é o prazo de pagamento. Para quem está enrolado com o rotativo do cartão de crédito ou prestes a entrar no cheque especial, é uma excelente opção. “Entretanto, é preciso cautela. Não é recomendável comprometer mais do que 30% da renda. Na maioria dos casos, o contrato da empresa com o banco nem permite ultrapassar esse limite”, adverte o professor.

Panorama – Pela facilidade com que era contratado e pelos juros baixos, o empréstimo consignado em carteira de trabalho teve um crescimento bastante acelerado há alguns anos. Atualmente, após chegar a um nível de saturação, as perspectivas de aumento no volume são mais modestas. Mesmo assim, em março, o empréstimo consignado movimentou R$ 82,163 bilhões. Já em abril, foram R$ 85,054 bilhões, um aumento de 3,5%, de acordo com o Banco Central (BC).

Como a situação da inadimplência tem dado sinais de melhora - os atrasos acima de 90 dias recuaram de 8,4% para 8,2% entre março e abril, segundo números do BC -  fica mais fácil tomar dinheiro emprestado. Além disso, os atrasos entre 15 a 90 dias também recuaram de 7,5% para 7,4%. “Estamos iniciando uma nova fase da concessão de crédito no Brasil. Com a redução nas taxas de juros, os bancos podem ampliar a oferta à população.”

Diante da tranqüilidade em obter dinheiro, corre-se o risco de haver um grande endividamento da população, como aconteceu nos Estados Unidos? “A renda da população brasileira está pouco compromissada com dívidas, se comparado a outros países. Para que não aconteça o mesmo que lá fora, os bancos olharão com critério antes de decidir para quem emprestar. Nada será dado de maneira indiscriminada”, frisa Leite.

Receba as atualizações do iG Empregos

Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG
Topo
Contador de notícias