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06/11 - 10:01 Cursos de marketing pessoal ajudam profissional a se portar melhor Mas construção da marca pessoal depende de conteúdo e relacionamento Maria Carolina Nomura

Se para a venda e sucesso de um produto o marketing é fundamental, para o profissional ser bem colocado no mercado a premissa é a mesma, na avaliação dos consultores ouvidos pelo iG Empregos.

De acordo com Maria Aparecida Araújo, consultora de etiqueta corporativa que dá aulas sobre marketing pessoal, esses cursos servem para oferecer ferramentas mais eficazes para que a pessoa se venda. “Hoje, o profissional tem de fazer com que o mercado reconheça o seu valor”, diz.

Esses instrumentos vão desde como aprender a se portar em uma reunião ao traje com que se apresenta no trabalho. “São dicas importantes que ensinam como se comportar melhor, de uma maneira geral. São muito úteis principalmente para pessoas mais simples”, afirma Marino Petrillo, professor de marketing da Fundação Instituto de Administração (FIA). 

Conteúdo - No entanto, não basta fazer o curso para ser uma pessoa capaz de se colocar na posição desejada, na opinião de Maria Aparecida. “É preciso, antes de tudo, que esse profissional tenha conteúdo. Que ele tenha trabalhado a sua bagagem de estudo, que tenha deixado uma boa impressão em seus empregos anteriores”, comenta.

Para a consultora, o marketing pessoal é como a embalagem de um produto: “Não basta apenas ser bonita, o interior também tem que ser bom.”

Marca pessoal - Marino Petrillo acrescenta que cursos como esses ajudam o profissional na construção de sua marca pessoal. “No entanto, na minha visão, o curso teria de ser atualizado para incluir questões políticas, de como se movimentar em todas as esferas de hierarquia na empresa. Ter bom relacionamento com poder. Quanto mais trafegar em todos esses níveis de hierarquia, melhor”, conclui.

Petrillo destaca ainda que a importância do marketing pessoal é tamanha que esse item chega a constar do currículo de alguns Master in Business Administration (MBAs).

A vendedora Raquel Silva, de 23 anos, conta que recebeu algumas dicas de comportamento em um treinamento de vendas e, por isso, achou importante fazer o curso completo. “Procurei na Internet esses cursos rápidos, de um dia, e fiz. Apesar de achar um pouco óbvio, gostei porque reforçou alguns pontos que eu já havia esquecido, como a importância de dizer bom dia sorrindo, ou recusar um cartão de visitas por já ter o contato da pessoa, por exemplo”, conta. 

Educação - O advogado Diogo Moriconni, de 29 anos, diz que apesar de nunca ter feito um curso desses, acha importante essas regras de etiqueta. “Eu acredito que muito se aprende observando, especialmente com as pessoas mais velhas, que foram ensinadas a olharem no olho e apertarem a mão com firmeza.”

Marino Petrillo acrescenta que para quem não recebeu educação no berço, esses cursos podem ajudar, e muito, especialmente no mundo de hoje, no qual a falta de educação parece ser a regra. “Mas o fundamental é a pessoa querer aprender.”

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