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19/10 - 11:40 Cursos culturais rápidos agregam valor ao currículo Na contratação, contudo, esse item pesa pouco, dizem consultores Maria Carolina Nomura

Incluir no currículo cursos de curta duração sobre cultura geral pode colaborar para chamar a atenção do recrutador, se estiverem em harmonia com o objetivo profissional do candidato.

É o que afirma Paulo Ishimaru, gerente consultivo do Grupo Soma. “Caso o candidato almeje uma colocação em empresas como livrarias, agências de publicidade ou qualquer outra na qual a atividade cultural seja recorrente, esses cursos ajudam o selecionador a identificar uma sinergia entre profissional e empresa”, diz.

Diferencial - O consultor ressalva, contudo, que citar a realização do curso não será o diferencial do currículo, apenas parte dele.

A opinião é compartilhada pelo empresário Alexandre Costa, que tem uma escola de idiomas. Para ele, projetos de cultura geral podem dizer bastante sobre o candidato. “Esses cursos mostram o real interesse daquela pessoa, o que chama a sua atenção e isso pode ser importante na hora da entrevista.”

No entanto, Costa afirma que em sua experiência de seleção, esses cursos não definem a contratação. Ele conta que, dependendo do caso, pode parecer estranho se o curso não é ligado à área de atuação da pessoa. “Por exemplo, um engenheiro que faz um curso de história da arte. É interessante para ele como cultura geral, mas eu perguntaria o que o levou a fazer um curso tão fora de sua área de atuação.”

José Roberto Machado, diretor comercial Grupo Gente, empresa de recursos humanos, acrescenta que tudo o que agrega conhecimento técnico ou cultural vale, e muito, para a análise dos currículos.

Desempate - Ele explica que existem muitas empresas que colocam esses cursos como diferencial quando há igualdade de condições entre candidatos que disputam a mesma vaga. “É claro que, para algumas funções mais específicas, essa informação pode não significar fator importante na escolha do candidato. Mas no contexto geral, é bem-vindo ao mercado este tipo de conhecimento e habilidade.”
 
Paulo Ishimaru diz que um currículo bem elaborado deve conter um conjunto de valores que são os conhecimentos sobre o trabalho que se propõe a realizar; as habilidades adquiridas e desenvolvidas durante a realização do trabalho e as atitudes positivas que contribuíram para o bom desempenho das funções.

“O currículo é o início do processo de contratação. Enfeitar muito ou descuidar de seu conteúdo podem fazer a diferença. O bom senso sempre é a melhor atitude na hora de concebê-lo tornando-o objetivo, sem deixar de lado os diferenciais do candidato”, aconselha.

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