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05/10 - 16:45 Não tropece no currículo As dez gafes mais comuns (e graves) no currículo Silvia Angerami

Um único erro de português pode fazer com que o recrutador jogue fora o seu currículo e, com ele, sua chance de conquistar o tão sonhado novo emprego. Mas esse é apenas o erro mais óbvio. Outros enganos igualmente graves podem levar à mesma consequência. Acompanhe abaixo os "pecados capitais" do currículo e revise o seu.

1) Caprichar demais (ou não caprichar nada) na apresentação
O currículo deve ser um documento limpo e organizado. Mesmo os profissionais de design ou arquitetura devem preferir apresentar um portfólio à parte, em vez de apresentar um currículo muito rebuscado.

2) Escrever "CURRICULUM VITAE" no início
Informação desnecessária, já que ao escrever o nome do candidato e as demais informações, fica evidente se trata de um currículo.

3) Colocar a data de nascimento
Dá trabalho extra ao recrutador, que precisa calcular a idade dos candidatos. Prefira escrever a idade, e não se esqueça de atualizá-la a cada aniversário.

4) Usar um endereço de e-mail não profissional ou informal
Denota falta de profissionalismo e pega mal. Exemplo: gatinhamanhosa@provedor.com.br. Crie um e-mail de fácil memorização, com nome e sobrenome, e acesse-o constantemente

5) Indicar diversas áreas no campo "Objetivo"
Demonstra falta de foco. Por exemplo: analista de Recursos Humanos, Finanças ou Marketing. Caso queira se candidatar a áreas diferentes, é recomendável ter mais de um currículo com objetivos distintos.

6) Mentir sobre o nível de conhecimento de idiomas
Em processos seletivos é comum a aplicação de testes do idioma solicitado, além de entrevistas por telefone ou pessoalmente para comprovar a proficiência. Nesse caso, a mentira é desastrosa para a imagem. Os consultores afirmam que de cada dez entrevistados, apenas dois têm inglês fluente. Muitas vezes, é preferível escrever “avançado” ou “intermediário” em vez de “fluente”.

7) Fazer um currículo muito longo
Ele deve ser objetivo e conciso. Recomenda-se uma página para candidatos com até dois anos de carreira e, no máximo, duas páginas para profissionais mais experientes.

8) Incluir informações desatualizadas
Atualização constante demonstra interesse, preocupação e zelo pela imagem. Por isso, verifique periodicamente endereço, telefones, formação acadêmica, experiência profissional e formação complementar. E é preciso ter os documentos correspondentes, para apresentar quando solicitados.

9) Informar dados desnecessários
Nessa lista estão incluídos itens como foto, número de documentos (RG, CPF, registros de classe - CRP, CRA, OAB), referências pessoais, hobbies, gosto musical, perfil comportamental (“líder nato”, por exemplo; o entrevistador é quem avaliará isso) e pretensão salarial. Coloque esses dados apenas quando solicitados.

10) Cometer erros de português
É preciso ter atenção redobrada na ortografia e na concordância. As dicas são: utilize um corretor ortográfico, revise a digitação ou peça auxílio para alguém mais experiente. Erros podem eliminar definitivamente as chances de ser selecionado.

Os consultores ouvidos para essa reportagem foram Alexandre Koike, analista de treinamento e desenvolvimento do Centro de Desenvolvimento Profissional (Cedep), e Marcelo Paolucci, gerente da divisão de Recursos Humanos da Hays, empresa especializada em recrutamento.

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