10/06 - 17:39 Um currículo matador para quem está no mercado de trabalho Especialista dá dicas para quem quer mudar de emprego Andreza Emília Marino
O currículo é sempre motivo de muitas dúvidas. Todos, desde os jovens ingressantes no mercado de trabalho até os profissionais maduros cometem erros na hora de escrevê-lo, tanto por inexperiência quanto pelo constante surgimento de novas exigências profissionais. Porém, o que não se pode esquecer é que, antes de tudo, o currículo é uma forma de comunicação.
Para ajudar nessa tarefa, o iG Empregos conversou com Janete Teixeira Dias, coordenadora da área de Gestão de Carreiras da Fiap, de São Paulo, que dá dicas para profissionais que já estão no mercado de trabalho.
Tenha foco – De acordo com Janete, para garantir que se está passando a imagem certa para o possível chefe, é necessário selecionar bem as informações que serão incluídas no texto. “A definição do seu objetivo profissional é a primeira etapa a ser vencida, pois uma vez que o seu alvo já se encontra delineado, a confecção do currículo ficará muito mais fácil”. Um currículo bem-elaborado precisa ser coerente, com as informações organizadas de forma a contar uma história.
Identifique-se bem – O nome e os dados para contato devem ter destaque. “Há pessoas que não colocam o endereço, mas ele é muito importante para a empresa, que precisa analisar a questão do deslocamento do profissional”, comenta a especialista.
Seja atual – Na hora de listar o resumo das qualificações, mostre os conhecimentos, habilidades e experiências relevantes, usando as terminologias da área (termos técnicos e ferramentas), para mostrar que se está atualizado. “Não adianta nada falar do curso de datilografia em máquina elétrica, feito quando se tinha 16 anos”, brinca Janete.
Seja objetivo – Em todos os campos, e em especial, no resumo de qualificações, preze a síntese. “Se o profissional souber escrever essa parte, vai transmitir uma imagem forte, que será capaz de despertar o interesse para o restante do currículo.” Ela aconselha ainda a não escrever mais do que duas páginas, sem floreios, nem poluição visual. “Para quem vê muitos documentos, o excesso de detalhes fica cansativo”, diz.
Seja diferente – O candidato pode fugir do lugar comum ao listar a participação em cursos, seminários e palestras. Isso ajuda a criar um diferencial. A professora sugere que, mesmo assim, o dono do currículo tente fazer uma ligação entre essa experiência e a vaga pretendida. “Uma pessoa que fez um curso de ikebana (arte japonesa em arranjos florais), por exemplo, citá-lo na oportunidade para gerente de projetos se a vaga tiver qualquer ligação com estética, paisagismo ou se a empresa for oriental.”
Fale sempre a verdade – “Embora pareça desnecessário dizer, nunca minta. A informação inventada é frágil, o recrutador percebe e você dá adeus aí às suas chances”. Outro ponto que merece atenção é a fluência de idiomas. “É perigoso atribuir níveis. Tenha como provar esse patamar da língua estrangeira e nunca deixe de praticar.”
Lembre-se – A formação acadêmica deve ser colocada da mais recente para a mais antiga, bem como as experiências profissionais, seguindo a ordem: nome da empresa, cargo e tempo. Dê atenção especial ao português. “Currículo com erro é imperdoável, mesmo que o conteúdo dele seja imperdível.”
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