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22/06 - 17:41 Você tem alguma dúvida? Saiba o que perguntar e o que não perguntar na entrevista de emprego Thais Sant'Ana

Após a sabatina, é comum que alguns recrutadores façam uma pergunta clássica aos candidatos à vaga de emprego: “Tem alguma coisa que você gostaria de perguntar?”. Soa difícil de responder. No entanto, essa pode ser uma boa chance para expor suas ideias e aumentar o interesse do entrevistador por você. Mas, atenção: “fazer pergunta por fazer, achando que isso é um diferencial, pode ser um tiro no pé”, explica Marcelo Abrileri, presidente do site de recrutamento profissional Curriculum.com.br.

O que importa, segundo Abrileri, não é falar pelos cotovelos e, sim, estabelecer um diálogo saudável, de interesse para as duas partes. Assim, as perguntas devem ser feitas apenas se constituírem uma dúvida legítima do candidato e não uma criação forçada.

Por exemplo, “se uma empresa está passando por um momento com ampla divulgação na mídia e isso gera dúvidas, uma pergunta pertinente sobre o zunzunzum, pode ser feita”, afirma o consultor.

Além disso, “hoje em dia, os candidatos têm muitas formas de se informar sobre a empresa para qual estão sendo convocados, em buscas na Internet, no próprio site da companhia. De lá podem sair perguntas interessantes”, conta.

Quando perguntar – Algumas vezes, o entrevistador não abre espaço para que o candidato faça perguntas. “Nesse caso, ele pode entrar, mas sempre de maneira educada”, alerta Abrileri.

Segundo o executivo, sempre é bom esperar o final da entrevista para levantar suas questões. “‘Se não se importa, eu também gostaria de fazer algumas perguntas...’, pode ser um bom jeito para começar”, sugere o especialista.

Atente-se apenas para não ser repetitivo. “É comum que os recrutadores comecem a entrevista explicando sobre as atribuições do cargo, o perfil da empresa, entre outros, o que, de cara, já elimina algumas questões que poderiam ser feitas”, diz.

O que vale e o que não vale – De acordo com Abrileri, perguntas de caráter pessoal nunca devem ser feitas. Se por vezes você ficar curioso, controle-se, pois só quem pode questionar sua vida pessoal, nessa hora, é o entrevistador.

Já no campo corporativo, o consultor garante que todas as perguntas são válidas: sobre plano de carreira da empresa, sobre seu chefe imediato, sobre os próximos passos do processo seletivo, se deve aguardar um contato do entrevistador, entre outras coisas.

Cuidado apenas para não extrapolar. Segundo Abrileri, um exemplo de pergunta que nunca deve ser feita é: "Como é o esquema de trabalho da empresa no final do ano?". “Esse tipo de pergunta pode demonstrar que você está mais interessado na folga do que no trabalho em si e deve ser evitado”, lembra.

Perguntas com soluções – Questões sobre eventuais problemas para os quais você já tem uma alternativa podem ser bem-vindas. “Se você estuda, por exemplo, pode explicar que não poderá fazer hora extra, mas se disponibiliza a ajudar quando for possível. Além de pró-atividade, essa explanação demonstra interesse em participar”, esclarece o presidente da Curriculum.com.br.

Aproveite – Já para Jacqueline Resch, sócia-diretora da Resch Recursos Humanos, empresa especialista em recrutamento e seleção de executivos, o candidato deve se preocupar menos com as formalidades das perguntas e mergulhar nos seus planos profissionais. “Ele deve aproveitar o momento para investigar mais profundamente algum tópico que o ajude avaliar se aquela empresa e/ou aquela oportunidade profissional estão em linha com o projeto de carreira que ele definiu para si”, aconselha Jacqueline.
 
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