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12/06 - 16:45 Mesmo apaixonados, casais não devem deixar o profissionalismo de lado Namoro na empresa é comum. Porém, alguns cuidados são necessários Thais Sant'Ana

Foi-se o tempo em que namorar no trabalho era proibido. É claro que sempre vão existir as empresas mais tradicionais e rígidas em que qualquer olhadela para o lado pode resultar em um desligamento por justa causa. Mas a tendência é outra, como garante a consultora de Carreira da Catho Consultoria em RH Mayra Fragiacomo. “Antes, as empresas eram mais míopes. Hoje, elas já se consideram parte do relacionamento. Afinal, se ele surgiu, foi porque as pessoas se conheceram lá.”

Se os tempos são de liberação - o que é bom para os apaixonados -, convém tomar alguns cuidados.

Pé no freio – O principal conselho, segundo a consultora, é controlar os sentimentos. “Guardem os gestos de intimidade para outra hora. Nada de demonstrações em público”, diz. “Quando se tem um relacionamento na empresa, ele acaba sendo exposto, você vira o alvo, e é bom tentar se preservar ao máximo”, explica Mayra.

Nada de isolamento – Para evitar os comentários maldosos, fruto da imaginação das pessoas, a consultora sugere portas sempre abertas. “Evite ficar sozinho com o parceiro em um ambiente fechado da empresa, seja uma sala de reunião, ou sua própria sala, afirma. A gerente de Planejamento de Carreira da Ricardo Xavier, Melina Graf, garante que os casais podem almoçar juntos. No entanto, só não devem se esquecer de que têm outros colegas. O momento do cafezinho não está proibido, mas não vale exagerar. “É chato que os outros vejam vocês juntos, toda hora. Isso gera fofoca”, alerta a gerente.

Separando bem as coisas – Em um ponto, Mayra e Melina concordam: resolver problemas pessoais no ambiente de trabalho, jamais! “O casal tem de ter maturidade e não deixar que as brigas e o ciúme afetem seu comportamento no escritório”, diz Melina. Lembrando-se de uma situação constrangedora em que um namorado respondeu ao e-mail carinhoso de sua parceira com cópia para todos, Mayra sugere que “nunca troquem mensagens pessoais pelo e-mail da empresa.” Já a gerente de Planejamento de Carreira da Ricardo Xavier cita outro exemplo comum do qual os namorados devem fugir: “Falem ao telefone com parcimônia. Nada de ficar horas de papo”, diz.

Profissionalismo, sempre – Para a psicóloga e consultora da GW Vocação e Relações Humanas Giselle Welter, tanto para amor, quanto para brigas, os casais devem se basear em dois pilares bem simples: a ética e a moral. Segundo ela, não existe uma regra formal do que fazer ou não. Entretanto, a dupla deve compreender o que acontecer na esfera pública e o que tem de ficar reservado apenas para a privada. “Depois de assumir o relacionamento, mantenha sempre a conduta profissional, prove pelo comportamento que a produtividade será mantida”, diz Melina. “A continuidade do trabalho e o comprometimento terão de ser mostrados nas ações do dia-a-dia”, alerta Mayra.

Avisar antes – A consultora da Catho lembra que o comunicado deve ser feito o mais rapidamente possível, porque corre-se o risco de a informação vazar e chegar ao chefe da pior forma possível. “É adequado que o superior imediato seja o primeiro a saber do relacionamento entre colegas”, diz a gerente de planejamento, Melina Graf. Mas ela alerta para que o aviso seja feito quando o caso estiver consolidado.

Discrição é tudo – Se os namoros no trabalho já são comuns, as “ficadas” sem compromisso estão cada vez mais frequentes, garante Mayra. Ela declara que não há problema, desde que haja bom senso e discrição para não alimentar os comentários no dia seguinte. “Happy hour e festa da empresa são atividades extra-trabalho, mas é bom tomar cuidado para não se exceder, senão, no dia seguinte, a pessoa vai sofrer com os comentários, principalmente as mulheres, que ainda são alvo de muito preconceito”, lembra Mayra.

Cuidado com a competição - Parceiros que atuam no mesmo departamento merecem dose extra de zelo. Seja por competirem diretamente, seja por um ter maior nível hierárquico do que o outro. No primeiro caso, Melina garante que vale atentar para que a competição se limite à empresa e o casal não comece a competir também fora dela. A consultora Mayra garante que essas “guerras” podem fazer voltar a “antiga” tradição de desligamento na empresa. “É comum também que um parceiro ceda pelo outro e deixe o trabalho”, diz. Já nos casos nos quais um é o chefe do outro, é importante não fazer nenhuma diferença de relacionamento entre o namorado e os demais colaboradores, garante Mayra. “Se todos levam bronca quando chegam atrasados, o par também tem de levar”, exemplifica Melina.

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