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11/05 - 17:58 Está empregado e procura outra oportunidade? Veja como agir Consultores opinam e mostram o que se deve ou não fazer nessa situação

 

Andreza Emília Marino

Dizem alguns analistas de Recursos Humanos que o melhor momento para se procurar emprego é quando se está empregado. Nesse momento, não existe a pressão financeira e emocional de se recolocar rapidamente, o que pode ajudar a analisar as ofertas de forma racional. Seria também o período ideal para se sair bem em entrevistas, pois o candidato tende a estar mais relaxado na hora das respostas. No entanto, a situação pede cautela: como não criar nenhuma situação embaraçosa no emprego atual?

Veja as dicas:
• O que fazer
• O que não fazer

Para Fernando Feitoza, superintendente comercial da Across, consultoria especializada em desenvolvimento organizacional, é muito importante fazer uma boa condução do processo de saída de uma empresa, para manter um bom relacionamento com a companhia e com seus membros, pois esses mesmos personagens podem se encontrar no futuro.

“A busca de um novo emprego deve ser encarada com normalidade em qualquer carreira”, diz Newton Ferreira, psicólogo com especialização em Orientação Profissional pelo Instituto Sedes Sapientiae de São Paulo. De acordo com ele, assim como uma empresa saudável freqüentemente realinha seus objetivos, estratégias e recursos, cabe ao profissional que preza pelo seu contínuo desenvolvimento promover ajustes na carreira, e isso, às vezes, implica em tentar um emprego em outro local.

Feitoza lembra que é muito comum a empolgação tomar conta quando se está diante de uma outra oportunidade, mas o profissional não deve publicamente estabelecer comparações entre as duas posições, desmerecendo a posição ou a empresa da qual está saindo. “Motivar outros colegas a deixarem a empresa também é um comportamento inadmissível”, frisa. “É imprescindível manter o mesmo nível de comprometimento habitual, independente dos processos dos quais está participando ou se já está de malas prontas para outra empresa”, complementa Ana Paula Ramos, especialista da área de Executive Search da Across.

Já o headhunter Renato Bagnolesi, da Robert Wong Consultoria Executiva, conta que, embora seja muito praticado, inventar uma consulta médica ou alegar problemas pessoais para faltar do trabalho e ir a uma entrevista não é nada ético. “Os recrutadores, sabendo das dificuldades de quem está empregado, costumam ter horário flexível. Além disso, eles podem pensar que você fará o mesmo na outra empresa.”

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